Professor do mês, assassino na semana seguinte - Resenha crítica - 12min Originals
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Professor do mês, assassino na semana seguinte - resenha crítica

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Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 

Editora: 12min

Resenha crítica

Era uma noite de gala. Smoking, mesa posta, dois mil e seiscentas pessoas num salão de hotel em Washington. O presidente dos Estados Unidos sentado no palco, ao lado da primeira-dama, enquanto um mágico tentava adivinhar o nome do bebê da porta-voz da Casa Branca.

Foi nesse momento... às vinte horas e trinta e quatro minutos do sábado, vinte e cinco de abril de dois mil e vinte e seis... que um homem armado forçou a passagem pela área de triagem de segurança do Washington Hilton e abriu fogo.

Donald Trump foi evacuado. Ninguém no salão morreu. Um agente levou um tiro... protegido pelo colete. O atirador foi derrubado e preso no local.

Este é o Radar doze min. O que aconteceu, quem foi o homem, e o que fazer com essa informação.

O jantar que Trump nunca tinha ido

O Jantar dos Correspondentes da Casa Branca é um evento anual que existe desde mil novecentos e vinte e quatro. É uma tradição americana: o presidente senta à mesa com a imprensa, há um comediante ou artista convidado, discursos, e uma tentativa formal de trégua entre o poder e quem o cobre.

Trump nunca havia aparecido durante seu primeiro mandato. Dois mil e vinte e seis foi a primeira vez que ele foi... como presidente em exercício.

A ironia não passou despercebida: o homem que mais atacou a imprensa americana nos últimos anos escolheu exatamente essa noite para comparecer. E exatamente essa noite foi interrompida por tiros.

O evento reunia o vice-presidente JD Vance, o diretor do FBI Kash Patel, o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., a porta-voz Karoline Leavitt e outras figuras do alto escalão do governo. Era, em resumo, uma concentração incomum de autoridades americanas em um único ponto... num hotel com entradas públicas e corredores abertos.

Quem era o atirador

Cole Tomas Allen tinha trinta e um anos e morava em Torrance, na Califórnia, subúrbio de Los Angeles. Não era um recluso. Não era invisível. Era professor de reforço escolar numa empresa chamada C dois Education... onde tinha sido nomeado professor do mês em dezembro de dois mil e vinte e quatro. Antes disso, havia se formado em engenharia mecânica pelo Caltech... um dos institutos de tecnologia mais exigentes do mundo... em dois mil e dezessete, e concluído um mestrado em ciência da computação em dois mil e vinte e cinco.

Seus alunos o descreveram como completamente normal e amigável. Uma organização cívica asiático-americana disse que ele havia dado aulas particulares para jovens da comunidade ainda no dia catorze de abril... onze dias antes do atentado.

Mas, em paralelo a essa vida visível, havia outra.

Nas redes sociais... numa conta no Bluesky verificada pela NBC News... Allen publicava e repostava críticas ao governo Trump, à guerra americana no Irã, e a políticas de imigração. A irmã, ouvida pelo Serviço Secreto após o atentado, disse que o irmão tinha tendência a fazer declarações radicais e vivia referenciando um plano de fazer "algo" para consertar o mundo.

Horas antes de entrar no hotel... Allen enviou um manifesto por e-mail para membros da família. A mensagem... que correu mais de mil palavras... abria com um casual "Olá, pessoal!" antes de pedir desculpas aos pais, colegas e alunos por ter mentido que tinha uma entrevista de emprego. "Não especifiquei que era para o cargo de Mais Procurado", escreveu.

O manifesto declarava que ele pretendia atacar membros do governo Trump... priorizados por hierarquia, do mais alto ao mais baixo. Excluía o diretor do FBI Kash Patel explicitamente. Dizia que não pretendia atingir seguranças ou funcionários do hotel... mas acrescentou: "ainda assim passaria por cima da maioria das pessoas aqui para chegar aos alvos, se fosse absolutamente necessário."

O irmão leu o e-mail, entrou em contato com a polícia de Connecticut. Mas tarde demais para evitar o que viria a seguir.

Como ele entrou

Diferente do atentado de Butler em dois mil e vinte e quatro... Cole Allen não subiu em nenhum telhado. Não se disfarçou. Não explorou um ponto cego de sniper.

Ele simplesmente comprou um quarto no Washington Hilton... o mesmo hotel onde o jantar acontecia. Estava hospedado lá.

O hotel é um estabelecimento comercial em funcionamento. Naquela noite, enquanto o jantar acontecia no salão principal, o restante do hotel seguia aberto ao público. O Serviço Secreto protegia apenas as áreas internas do evento... não o perímetro externo do prédio.

Allen viajou de trem de Los Angeles até Chicago e depois até Washington nos dias anteriores. Chegou, fez check-in, e esperou.

Às vinte horas e trinta e quatro, correu em direção ao ponto de triagem de segurança na entrada do evento... passando pelos detectores de metal... armado com uma espingarda, uma pistola e múltiplas facas. Atirou pelo menos uma vez antes de ser derrubado por agentes. O tiro atingiu um agente do Serviço Secreto... parado pelo colete. Allen foi imobilizado no chão, sem camisa, preso no local.

O jantar foi cancelado. Trump foi levado para a Casa Branca, onde deu uma coletiva. Disse que "tentou ficar", mas o Serviço Secreto não permitiu.

Um senador republicano já anunciou legislação para construir um salão de festas dentro da própria Casa Branca... tornando desnecessário o uso de hotéis públicos para eventos presidenciais. O presidente disse que o Washington Hilton "não era um prédio particularmente seguro."

As chances de dar certo

Diferente do atentado de Butler... onde o atirador tinha um plano silencioso e quase funcionou por omissão da segurança... a abordagem de Allen era frontal. Uma carga direta contra um checkpoint armado, num corredor de hotel, sem elemento surpresa real.

A lógica da operação dependia de velocidade e caos: criar pânico suficiente para que os alvos ficassem expostos por alguns segundos. O manifesto até reconhecia isso: ele escolheu usar chumbo grosso em vez de projéteis sólidos para reduzir a penetração em paredes... uma escolha que revela planejamento técnico, mas também limita o alcance efetivo.

O que impediu o avanço foi a resposta imediata dos agentes no checkpoint. Allen foi contido antes de chegar ao salão. Trump e os demais já estavam sendo evacuados.

Do ponto de vista tático, a probabilidade de sucesso de uma investida aberta contra um checkpoint do Serviço Secreto é muito baixa. O manifesto do próprio Allen parecia saber disso: "Provavelmente precisarei de atendimento de emergência quando alguém ler esse e-mail", ele escreveu, se referindo a eventuais ferimentos como "status autoinfligido."

Não estava planejando sobreviver. Estava planejando chegar o mais longe possível.

O que fazer com essa informação

Este foi o terceiro episódio de violência grave contra Trump em menos de dois anos. Antes: Butler, Pensilvânia, em julho de dois mil e vinte e quatro... e o golfe de Mar-a-Lago em setembro do mesmo ano. Agora, Washington D.C., num jantar de gala com a nata do governo americano.

O padrão importa para o investidor por uma razão simples: instabilidade política crônica em torno do líder de maior economia do mundo não é ruído de fundo... é variável de risco.

O mercado, historicamente, reage a esses eventos em três camadas.

A primeira camada é o reflexo imediato. Nas horas seguintes ao atentado, ativos de proteção tendem a se valorizar: ouro, dólar, títulos de curto prazo americanos. Criptoativos também podem subir, como ocorreu em dois mil e vinte e quatro, pelo perfil de demanda em momentos de instabilidade política.

A segunda camada é o reposicionamento de expectativas. Se o evento aumenta a percepção de que Trump está sob ameaça constante... ou que o ambiente político americano está se tornando estruturalmente instável... investidores institucionais revisam o prêmio de risco dos ativos americanos. Isso pode pressionar o dólar no médio prazo e elevar yields dos treasuries.

A terceira camada é o cenário de sucessão. Este é o risco que o mercado raramente precifica explicitamente... mas que está implícito em qualquer análise séria. Se Trump saísse de cena, JD Vance assumiria. A diferença entre os dois em termos de política econômica é relevante, mas não radical. O mercado provavelmente absorveria sem colapso... mas com volatilidade significativa de transição.

Quatro ações concretas para o investidor neste contexto:

Primeiro... nada de decisão na urgência. Eventos como esse geram manchetes que parecem definitivas e são, na maior parte das vezes, efêmeras para os mercados. O S&P quinhentos voltou a subir depois de Butler. A tendência é que o mesmo ocorra aqui.

Segundo... revise sua exposição a ativos de proteção. Quem não tem nenhuma posição em ouro, dólar ou títulos de curto prazo americanos está mais exposto do que precisa estar num ciclo de alta instabilidade política.

Terceiro... observe o spread entre curto e longo prazo nos títulos americanos. Se os yields longos subirem enquanto os curtos ficam estáveis ou caem, o mercado está sinalizando que percebe mais risco fiscal e inflacionário no horizonte. Esse é o termômetro mais fiel do humor do mercado em relação à política americana.

Quarto... tenha um plano pronto para volatilidade, não um plano de pânico. A diferença é que o primeiro foi construído antes do evento, com cabeça fria, e o segundo é construído com a manchete aberta na tela.

O mercado americano é robusto. Absorveu magnicídios, crises constitucionais, pandemias e guerras. Mas robusto não quer dizer imune. Quer dizer que ele se recupera... para quem está posicionado para esperar.

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